10 de maio de 2017

É biológico, é bom!

Como habitualmente às quartas-feiras, hoje foi dia de mercadinho de agricultura biológica na placa em frente à Loja do Cidadão. 
Tudo muito bem, apesar de uma manhã de Maio um pouco chuvosa, e as barraquinhas até estavam com alguma clientela.  
À primeira vista, o tipo de clientela poderia caracterizar como sendo de um estrato social médio/elevado, perfeitamente ciente do tipo de produtos que estaria a adquirir.
Olhar indiferente, de soslaio e até poderei afirmar com sobranceria, em relação ao comum dos passantes.
Do género, "eu posso", "eu sou inteligente", "eu compro estes produtos porque são biológicos" logo "fazem muito bem à saúde"...



Devo vos confessar, que este tipo de vaidade dá-me um gozo do caraças... Dá-me gozo de ver! Já explico mais à frente...
Comprinhas feitas, toca "passear" o saquinho com os legumes biológicos para que algum amigo ou conhecido veja o acto inteligente. Bem pertinho do mercadinho, uma "catedral" do vaidosismo madeirense... A Confeitaria. Boa ideia! 
Na onda do natural, sai um batido (fruta do Brasil cheia de químicos... ups!) e para acompanhar um daqueles deliciosos eclairs (processados com farinhas refinadas e toneladas de acúcar)! 
Ahhh! Não faz mal, é só um pequeno pecado, afinal no saquinho estão as verdurinhas biológicas... A cagança é tanta que nem cabe um feijão no traseiro...
Mas meus amigos, depois disto tudo o que me dá maior gozo ainda, é vê-los nas litradas de "consumo social" do tintol com sulfitos e poncha... 
Mas não faz mal, até consomem legumes biológicos...

3 de fevereiro de 2017

Festa do Panelo - Chão da Ribeira

No Passeio das Vaidades fala-se, também, disso mesmo, vaidades e vaidosismos.
Vem esta conversa a propósito da actualmente denominada Festa do Panelo que se realiza no Chão da Ribeira, freguesia do Seixal, concelho do Porto Moniz.


O Panelo, como é assim conhecido, é uma tradição das gentes do Seixal que no domingo anterior à celebração religiosa do Santo Antão, se reuniam nos seus palheiros no Chão da Ribeira e, juntamente com as suas famílias, faziam uma espécie de cozido à portuguesa com as semilhas, batatas doces, couves e espigos e a carne de porco que tinham guardado da "Festa".
Bem, mais recentemente, e no tempo das vacas gordas, esta tradição alargou-se, fruto de alguma divulgação do antigo Director Regional das Florestas, Engº Rocha da Silva, da RTP-Madeira, e claro, do passa palavra de muita gente.
Até então, os terrenos e palheiros que pouco valor comercial tinham, passaram a ser vendidos a preço de luxo, mais caros até que um pequeno apartamento no Funchal.
Vivia-se a era dourada na Madeira. Toda a gente (ou quase toda) vivia à grande e muitos acima das suas reais possibilidades. O resto da história todos conhecem...
Mas isto para dizer, e continuando o raciocínio, que nos anos loucos, o Panelo levava ao Chão da Ribeira milhares de pessoas. Havia até quem fizesse o Panelo em dois domingos tal era a quantidade de amigos, familiares, conhecidos (e alguns penetras) que tinham para participar no repasto. A coisa só não se tornou num arraial porque algumas pessoas da junta de freguesia e da câmara municipal não permitiram que dezenas de autocarros em excursão acedessem ao local. Bem tentaram por diversas vezes.
Até que, veio a maldita da crise.
Proprietários afogados em dificuldades, gente emigrada, desemprego, e todas aquelas dificuldades que a malta bem conhece, retiraram do Panelo milhares de pessoas, e devolveram ao Panelo algumas das características originais. Muitos proprietários deixaram inclusive de fazer o célebre cozido. Alguns, invejosos, que nunca gostaram de muitas misturas, passaram a fazer o Panelo fora da data assinalada.


No entanto, as coisas melhoraram e nota-se já um retorno de muitas pessoas ao Chão da Ribeira.
Como habitualmente, o madeirense fazendo jus à sua característica de se fazer notar e mostrar, vai de armas e bagagens para o cozido à portuguesa à moda do Chão da Ribeira. Para alguns é mais poncha do que propriamente cozido. E lá vão "armados" com chapéus de arraial (está na moda), smartphone para as selfies, e toca a se "cagar" para o facebook e instragram.
Uns pagam 10€, os penetras não pagam nada e comem e bebem na mesma, outros pagam 20€ que é por causa de pagar o que os penetras consumiram e não pagaram, e outros ainda pagam 25€ que é por causa de compensar os convidados que o proprietário do terreno ou do palheiro levou, e que, claro, não pagaram nada. Mas bico, senão para o ano não há nada para ninguém...
E assim regressa a casa o madeirense vaidoso, feliz e contente, arrotando a poncha, os espigos e a carne de porco...
Para o ano há mais!

31 de janeiro de 2017

Imprensa que mete nojo

A recente realização do 4° Congresso dos Jornalistas Portugueses parece que se ficou por isso mesmo... Pelo Congresso. Tudo bons rapazes e raparigas, cheios de boas intenções, mas que na prática se traduziu em zero, nada, nicles.
Vem isto a propósito de uma percepção meramente pessoal, que não tem nada de científico, mas traduz no que tenho visto no concreto.
Por motivos profissionais sou "obrigado" a consumir a imprensa escrita regional bem como a de âmbito nacional, sobretudo a de maior tiragem e dita de "referência".
No que toca às publicações madeirenses, nada a dizer, já todos sabemos o que a casa gasta. Ponto.
Ao nível da imprensa nacional de referência, é um autêntico nojo e só apetece vomitar em cima. Os grandes grupos económicos nacionais concentram a propriedade dos títulos, e, escusado será dizer, que verborreiam diariamente até à exaustão aquilo que a direita defende. Não quero dizer que todos deveriam ser de esquerda. Longe disso. As diferenças existem e podem ser salutares. O que não admito e não consigo compreender é que ao folhear alguns pasquins só vejo uns brilhantes idiotas a tentar fazer, tendenciosamente, opinião, e direccioná-la para a sua área política e de preferência ideológica ao ponto de serem, inclusivamente, ofensivos.
Julgo sermos merecedores de mais e melhor imprensa, e sobretudo de melhor jornalismo!

27 de janeiro de 2017

Regresso (mais uma vez)!!

É verdade, estou por cá novamente!
Não sei se por muito ou por pouco tempo. 
Tinha prometido a mim mesmo que voltaria a escrever um pouco, ou melhor, partilhar algumas ideias, sobre diversas temáticas que normalmente me interesso e que gosto de partilhar com quem esteja interessado, claro! 
Feito!
Estive pensando em criar um novo blog, um novo título, até porque alguém aqui da terrinha de certa forma utilizou o nome e a foto do Passeio das Vaidades para criar um semelhante. Fiquei um pouco aborrecido no início, mas depois, deixa andar...
Contudo, a ideia de encerrar este espaço desvaneceu porque pensei nos visitantes que por aqui aparecem (apesar de não ser atualizado há muito), e porque gosto, modéstia à parte, do título do meu espaço, porque é uma singela homenagem ao nobre povo madeirense, que, é vaidoso por natureza.
Outro motivo que me levou a retornar ao blog, é que estou um pouco farto daquela coisa de facebook. Não estou a conseguir digerir bem o que por lá anda, e sobretudo, os que por lá andam...
Bem, por agora é tudo, vou tentar dar uma "melhorada" (como dizem os nossos irmãos brasileiros) no blog e tentando colocar por aqui umas coisitas...
Até já!!