30 de outubro de 2012

Miguel Albuquerque - Que futuro?!?

As eleições internas do PSD aproximam-se a passos largos.
É já na próxima sexta feira  que os militantes dessa organização política que possuam as quotas pagas, e em dia, poderão eleger, pela primeira vez desde que Alberto João Jardim foi eleito presidente do PPD/PSD, de entre dois candidatos.
O homem que teve a "coragem" de enfrentar o "grande líder", o "único importante", é o atual Presidente do Município do Funchal, Miguel Albuquerque.
Muito timidamente o presidente do município lá foi avançando, de jantar em jantar, agregando simpatias e apoios. Outras figuras de destaque do PSD Madeira foram aos poucos se juntando ao projeto de" liderança alternativa" ao qual Miguel Albuquerque se propõe.
O eterno veículo de oposição ao regime jardinista, o Diário de Notícias da Madeira, tem sido um grande, senão o maior, apoio que o candidato a destronar Alberto João tem do seu lado.
O CDS/PP (?!?!?), dentro da habitual demagogia de intervenção política a que já nos habituou (uma no cravo, outra na ferradura), é outro agente convergente(?) nas ideias que Miguel Albuquerque defende para o PSD e claro, para a Região (uma hipotética aliança entre o PSD de Albuquerque e o CDS em futuras eleições, seria quase certo tendo em vista que nas próximas eleições regionais de 2015 o PSD/M não conseguirá maioria absoluta, então convém não entregar o poder à esquerda, segundo eles).
No entanto, convém não esquecer, que o maior núcleo de apoio de Albuquerque está, como não poderia deixar de ser, no Funchal, e importa realçar que a maior parte desses mesmos apoiantes/simpatizantes, nem são filiados no PSD, logo, Albuquerque está muito fragilizado a esse nível.
Os apoiantes incondicionais do Presidente da Câmara tem se desdobrado em contactos/iniciativas no sentido de promover a candidatura, com especial incidência no Funchal. No meu ponto de vista a estratégia não é a mais correta, dado que serão os outros concelhos fora da Capital que irão dar a vitória a Jardim.
O que conta aqui é o seguinte: após a derrota de Miguel Albuquerque irá sofrer na próxima sexta dentro do PSD, qual será o seu futuro?!?
Na minha opinião Albuquerque, após o fim do mandato no município, está "morto" para o PSD. A "afronta" que fez ao "grande  líder" e o "divisionismo" que criou dentro do partido de "pensamento único" levará a que Alberto João e o seu sucessor (Manuel António) no PSD, risquem Albuquerque do mapa.
No entanto, as hipóteses não se esgotam... E ficam algumas perguntas no ar...
Miguel Albuquerque avança como independente em 2015?!?!
Qual o papel que o CDS terá no futuro político de Albuquerque no pós 2013?!?!
O Grupo Blandy, através do seu diário, continuará o apoio como até aqui?!??
A Maçonaria descartará o atual Presidente da Câmara do Funchal e avançará com outro nome?!?!
Perguntas que ficam para já sem resposta, mas que o futuro se encarregará de esclarecer!...


2 comentários:

  1. Alexandre,

    As perguntas que faz poderão até ser pertinentes, mas e tendo em conta que esta é uma opinião de alguém que não tem seguido nos últimos tempos as dinâmicas políticas "regionais" - fruto de não viver no arquipélago - ainda que Jardim se possa perpetuar, através do seu sucessor, após este congresso, a candidatura de Miguel Albuquerque foi um risco calculado e talvez a única forma de alguém dentro de uma organização tão controlada como é o PSD-M, de vir a ter hipótese de poder ser uma alternativa credível quando este estilo de liderança - e ainda mais de governança - ficar esgotado aos olhos do eleitorado - o que não é certo que venha a ser assim no imediato.

    Jardim sempre foi apologista de uma liderança forte e una. E mesmo retirado - se é que isso alguma vez irá acontecer, tentará sempre controlar e manipular os destinos do PSD-M. A ele, mais que um líder carismático - a sair de cena, ele próprio será sempre uma sombra sobre o líder eleito - importa ter alguém que não se importe de repartir com ele o "spotlight" em termos de protagonismo no partido. Alguém diria até mais manietável, se bem que estou a especular, porque fiz falo com a devida salvaguarda de quem não conhece as pessoas em questão, nem a dinâmica existente.

    O grande problema será, naquilo que pelo que aparenta, se está a tornar um cenário cada vez mais realista, no caso do eleitorado ficar esgotado com este modelo de governança que tem vindo a ser seguido.

    É natural que em todas as organizações, após a saída de um líder centralizador e carismático como AJJ é, há um esgotar natural de ciclo e haverá com certeza um cansaço no eleitorado para com o PSD-M e em especial com o método seguido até então.

    Tendo AJJ uma liderança tão vincada, prevendo que Manuel António ficará (caso ganhe) na sombra de AJJ e seguirá pelo menos no imediato a actual linha seguida pelo "querido líder", Albuquerque soube a meu ver escolher muito bem o timming para vincar uma diferença em relação à actual liderança.

    A sua previsível derrota, trará no entanto alguns frutos, pois Albuquerque passará a ser visto como uma espécie de plano B para o partido, quando este entrar na tal ressaca que anteriormente descrevi. Albuquerque surgirá como uma espécie de reformador, alguém com outra abordagem, sendo assim a figura ideal para efectuar a tal "perestroika" que o PSD-M precisará nessa altura.

    Mesmo que no essencial, Albuquerque possa ter um estilo de liderança mais parecido a Jardim, do que muitos creêm.

    Nesse aspecto, esta candidatura de Albuquerque é em termos políticos,uma jogada que lhe pode trazer muitos frutos a longo prazo.

    E nesse aspecto - de pura análise política (ainda que limitada volto a frisar) - Albuquerque assume-se como alguém que como Jardim, é das poucas pessoas com ambições políticas que na ilha consegue olhar e arriscar, vendo bem mais além que muitas outras pessoas.

    Acrescentar apenas que a estratégia seguida pelo PP - nomeadamente com esta recusa de voto no OE 2013, foi uma jogada bem gizada, retirando alguma preponderância e poder de manobra à por norma posição reivindicativa dos deputados regionais na AR do PSD-M.

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  2. O seu comentário/análise não está em aspeto algum desconforme com a realidade política que se vive na Região neste momento.
    Aliás, estou plenamente de acordo consigo quando refere o aspeto estratégico da candidatura de Albuquerque que, a ser derrotado agora, poderá ser uma peça importante no "xadrez" do PSD pós Alberto João.

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