24 de fevereiro de 2012

Passos Coelho e Miguel Relvas - os palhaços do costume!!

Eis que o Governo resolveu adotar a última inovação em matéria de austeridade. O último grito da moda da luta ao desperdício e à pieguice (Passos Coelho dixit) dos portugueses: acabou-se o Carnaval! Acabou-se a fanfarra! Agora, no Carnaval, vais trabalhar - senão o Passos Coelho leva a mal(Vem a caminho a (in)tolerância de Páscoa)! Porque razão o Governo acabou com o feriado do Carnaval? Fácil: primeiro, porque pretendeu dar uma imagem de grande rigor, trabalho e disciplina na aplicação das medidas previstas no memorando - o que implica dar um sinal claro de que acabou o facilitismo ou a benevolência (?) para com os trabalhadores. O Governo de Passos Coelho não podia, pois, manter o feriado do Carnaval no momento em que a troika veio a Portugal para fiscalizar o cumprimento da sua receita para "curar" as finanças públicas nacionais (note-se que a troika já estivera em Portugal, com o mesmo fim, com o país paralisado em virtude de feriado no último verão); em segundo lugar, seria incongruente com a política de redução de feriados do Governo manter o Carnaval com tal estatuto. Finalmente, em terceiro lugar - e este é o argumento principal, que passou despercebido por vários comentadores políticos - o Governo tentou dar uma imagem de firmeza para a opinião pública, criando uma tensão com o poder local e até responsabilizando os privados. Ou seja: o Governo de Passos Coelho não trabalhou apenas para a sua imagem externa junto da troika, mas sobretudo visou granjear o apoio da opinião pública recorrendo a um dos clichés habituais da vida política portuguesa (a de as autarquias locais são o "cancro" financeiro da nossa democracia; os principais esbanjadores de dinheiro). Como? O Governo já sabia que um número relevante de Câmaras Municipais iria obviamente dispensar os seus trabalhadores no dia de Carnaval: porque, afinal de contas, investiram na própria organização dos festejos do Entrudo e isso poderia beneficiá-las em termos de captação de turistas`, que é o que acontece na Madeira. O Carnaval dá uma achega à nossa galinha dos ovos de ouro! Ora, este era o pretexto ideal para o Governo criar um antagonismo entre aqueles que querem acabar com o regabofe, com a irresponsabilidade nacional (o Governo) e aqueles que querem manter os mesmos vícios de sempre, os gastos irresponsáveis de outrora (leia-se, o poder local). Até o timing da divulgação da decisão do Governo foi escrupulosamente calculada: em vez de anunciar logo no momento em que se discutiu a abolição dos feriados, o Governo aguardou pelo período carnavalesco para dizer aos portugueses que o Carnaval é, apenas, mais um dia de trabalho. Politicamente, o cálculo do Governo é o seguinte: a nossa política global já se pauta pela austeridade; a situação no presente ano será ainda pior; logo, a única forma de conquistar o apoio (ou a compreensão dos portugueses) é assegurar a coerência da nossa política de rigor e esforços. Isto, claro, parte do pressuposto que está bem assente na cabeça de Passos Coelho de que há uma "maioria silencioso" de portugueses que aspiram por uma ruptura com as práticas e as mentalidades políticas dos últimos anos. O problema é que esta mudança é mais uma operação de marketing do que uma mudança efectiva: e aqui tão próximos, tão semelhantes que são os Governos de José Sócrates e Passos Coelho! Para animar a polémica, eis que surgiu o indefetível Miguel Relvas a ajudar à festa: segundo o nosso ilustre primeiro-ministro oficioso, as autarquias, que estão largamente endividadas, foram irresponsáveis ao não acatar a decisão do Governo de não dar tolerância de ponto aos seus funcionários. Eis a prova de que não há Carnaval, mas há ainda bombos da festa no Governo - é que ouvir Miguel Relvas a falar de rigor é, no mínimo, risível. Oh, meu caro Miguel Relvas, o senhor foi ministro no Governo de Durão Barroso; foi ministro no Governo de Santana Lopes - executivos em que a nossa dívida pública não abrandou! E já então se falava em apertar o cinto! E ao contrário da administração central - em que quando há necessidades de financiamento asfixiam-se os portugueses com impostos - que esbanja o dinheiro muitas vezes não em benefício de todos os portugueses, mas sim de alguns amigos políticos, as autarquias têm melhorado o nível de vida de muitas pessoas. É claro que o poder local tem muitos defeitos: mas foi uma das conquistas mais extraordinárias da democracia. As autarquias e os autarcas têm contribuído para o desenvolvimento social de Portugal. Há que corrigir as suas falhas, mas não estigmatizá-las, torná-las o inimigo número 1 do discurso político. Passos Coelho e seu fiel séquito Miguel Relvas não percebem esta realidade elementar. Estão a seguir um caminho muito perigoso. Quem avisa...

23 de fevereiro de 2012

Funcionários Públicos - A causa de todos os males!!

A palhaçada continua apesar do Carnaval já ter terminado (ou quase, falta o enterro do osso). Como já tive oportunidade de referir em outros artigos neste blog, o ataque aos trabalhadores portugueses é à vez, ou seja, medidas contra os trabalhadores do privado, medidas contra os trabalhadores do setor público, privado, público e assim sucessivamente. Pelo meio, os responsáveis políticos, com o necessário apoio da imprensa, vai fazendo o incitamente entre as várias classes, que uns ganham mais que outros, que outros são mais beneficiados que alguns, etc, etc. Como se diz na gíria, "jogando trabalhadores, uns contra os outros". É o velho lema de dividir para reinar, e que como temos visto, tem produzido bons frutos. Exemplo disso é a mais recente Greve Geral (um fiasco), bem como as recentes greves dos transportes (autênticas nulidades e sem qualquer apoio das populações). Mas, apesar dos apesares, o mal de todos os males é o Funcionário Público! Identificado por qualquer português que não se inclua nesta classe, como sendo um indivíduo altamente preguiçoso, malandro, abstencionista da pior espécie, mal educado, mal formado, sorvedor dos dinheiros públicos (como se ele próprio não cumprisse com as suas obrigações), com férias, feriados e pontes a mais, indivíduo que tabalha muito pouco e poucas horas diárias, enfim, um ser reles que por tamanho desprezo da população portuguesa não merecia viver acima dos esgotos e ver a luz do dia. O Funcionário Público é visto pelos portugueses como sendo a causa do estado a que o Estado Português chegou. Até um conceituado professor universitário, funcionário público por sinal, de seu nome João César das Neves, à margem de uma conferência realizada esta semana, de tão intoxicado que está, refere que os funcionários públicos não ganham muito (comparado com o ordenado dele nem se fala), mas são muitos (ele que se inclua no lote)!!! Mas depois queixam-se que os Hospitais estão com falta de recursos humanos, que as escolas não têm pessoal auxiliar para vigiarem os meninos, que não existem professores para compensar as faltas dos colegas, que demoram uma manhã inteira numa repartição de finanças para obter uma simples declaração, etc. Poderia dar muitos mais exemplos, mas de pouco ou nada servem para mudar as mentalidades a quem é constantemente "bombardeado" com informações deturpantes acerca do que é o serviço público prestado às populações. Se existem maus funcionários?!? Claro que sim!! Mas estão apenas no setor público?? Claro que não!! Poderia referir várias situações, e concerteza todos conheceis mais algumas, mas de pouco servia. Quanto a mim, vou tentando cumprir com a minha parte, às vezes tristemente!...

17 de fevereiro de 2012

Voos TAP e SATA voltam para o Terminal 1 em Lisboa

A partir do Verão IATA, em Maio, o terminal para os voos de e para a Região da TAP e da SATA, em Lisboa, volta a ser o Terminal 1, anunciou hoje a secretária regional da Cultura Turismo e Transportes, Conceição Estudante. Hoje de manhã, à margem da Festa de Carnaval das Crianças, a governante avançou que foi informada, esta semana, pela presidência do conselho de administração da ANAM e da ANA que, depois de obras realizadas no Terminal 1 do Aeroporto de Lisboa, serão transferidos os voos da TAP e da SATA para esse terminal, suspendendo a medida transitória anunciada há uns anos e que levou a que os voos passassem para o Terminal provisório 2. "As partidas e chegadas vão ser sempre no mesmo terminal para todos os voos TAP e SATA", explicou. Contudo, os voos da Easyjet vão manter-se no Terminal 2. Agora é muito tarde. Puseram o telheiro de zinco ao serviço do turismo de qualidade da Madeira e nessa altura todos acharam que era uma regressão e uma falta de consideração, muito para além de uma gestão logística. Ficou marcado. Os números começaram a descer, no turismo e na procura interna. Alguns odiavam o telheiro de zinco pela eterna mazela ou desaparecimento de malas. Pelo mau serviço e condições do telheiro de zinco, os Madeirenses começaram a evitar de passar por Lisboa nos voos para o estrangeiro, o medo de que desaparecesse a mala e transtornasse a viagem passou a prioridade a evitar. Em contraponto, a ideia começou a dar mais despesa do que eficiência no desaparecimento daquele “reles” tráfego do terminal 1. Depois veio a era das Low Cost. Vimos a Madeira no telheiro de zinco e as mangas do terminal 1 cheia de low costs nas mangas. As Low Cost começaram a galgar, o preço convidava aos convencidos da segunda categoria do destino. A postura de todos facilitou a estratégia das Low Cost. Agora que a companhia de bandeira tem uma tripulação preocupada com o seu futuro e uma secretaria em pantanas, tudo é possível. As razões que levaram o destino Madeira para o telheiro de zinco desapareceram? Durante esse tempo do telheiro de zinco assistimos à tradicional espera dentro do autocarro, aos apalpanços incompetentes por falta de material , assistimos ao WC para deficientes no primeiro piso sem elevador, todos temos uma história dos primórdios que nunca desapareceram apesar da diminuição da quantidade. Agora é tarde, são tempos de aparecer toda a porcaria que “incompetentes sábios” fizeram sem ouvir ninguém. A verdadeira opinião é a do cliente e não o do velho hábito de martelar uma mentira até ser aceite como verdade.

BPN - Mais 600 milhões!!!

A saga ainda não terminou. Já parece a famosa sequela Star Wars, só que esta luta é na Terra, bem real, e neste triste Portugal à beira mar plantado. O Governo fez na passada quarta-feira, dia 15, um aumento de capital de 600 milhões de euros no BPN, sim, viu bem, mais 600 milhões de euros. Esta sexta-feira, durante o debate quinzenal, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, perguntou ao primeiro-ministro - antes de se saber que a operação tinha sido efetuada dentro do prazo - se a operação de capitalização do BPN não iria acrescer ao défice do Estado para 2012, acusando o executivo de ser responsável por um «prejuízo suplementar» ao que foi tirado em subsídios de Natal aos funcionários públicos no ano passado (e não só!!!). Na resposta, Pedro Passos Coelho garantiu que a operação de capitalização está inscrita nas contas do Estado de 2011 e não de 2012 e que «teria que ser feita qualquer que fosse o resultado da reprivatização». O Governo teria de aumentar o capital do BPN até 15 de Fevereiro para esta despesa ficar inscrita no Orçamento do Estado do ano passado. Hoje, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse também que o processo de venda do BPN ao Banco BIC depende da decisão da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia (já podem adivinhar qual vai ser a decisão, eheh!!!). No final de Janeiro, numa resposta enviada ao Bloco de Esquerda (BE), o Governo já tinha dito que pretendia fazer um aumento de capital de 600 milhões de euros no BPN, um valor superior aos 500 milhões de euros previstos. A 9 de Dezembro do ano passado, foi assinado o acordo para a compra do BPN pelo BIC. O banco de capitais luso-angolanos pagou, na altura, 10 milhões de euros pela operação, o equivalente a 25 por cento do valor total do negócio, que ascende a 40 milhões de euros. A juntar a este dinheiro convém referir, apenas para refrescar a memória de alguém mais distraído, que o Estado já injetou do dinheiro dos contribuintes neste banco que é uma das maiores burlas de sempre no nosso país, cerca de 2,5 mil milhões de euros...

Presidente da República fugiu!!

Pois é, caros amigos, o Presidente da República, como é seu hábito, fugiu. Não, infelizmente não deixou de vez o nosso país. O Presidente tinha marcado na sua agenda de ontem, no período da manhã, uma visita a uma escola. Nada de extraordinário na vidinha palacial da figura. O que o marquês do boliqueime não estava à espera, era que à porta da instituição estavam cerca de 200 alunos e mais alguns "ajudantes", com muito "sangue na guelra" e de cartazes em punho prontos a dar uma monumental vaia ao homem. Assim que o Presidente soube do que o esperava, deu-lhe uma enorme diarreia (motivo do cancelamento da visita), e toca a cancelar a atividade. Infelizmente, é com este tipo de gente que tempos de contar para levar o nosso país para a frente (mais depressa para o fundo)!

16 de fevereiro de 2012

Funcionários Públicos insatisfeitos podem rescindir

"Os funcionários públicos que entendam que a mobilidade proposta não é solução podem, no seu interesse, negociar a rescisão." Foi desta forma que o deputado almofadinha de 35 anos do CDS-PP, João Almeida, comentou aos órgãos de informação a intenção do Governo de forçar a mobilidade dos trabalhadores para concelhos fora da área onde residem. Uma reacção ao jeito do que é perfeitamente espectável por parte de qualquer um dos membros deste ultra neoliberal governo PSC/CDS. "Ou os funcionários públicos encontram uma solução ou recebem a compensação a que têm direito nos termos da lei", insistiu João Almeida, considerando que, "havendo um programa de rescisões por mútuo acordo, muitos trabalhadores estariam disponíveis para sair". O deputado realçou ainda que o CDS é um defensor da "aproximação entre regimes público e privado". Assim, nem mais, nem menos!!!! Estes indivíduos até já perderam a pouca vergonha que tinham na cara e não têm problemas em assumir claramente que querem arrasar/acabar com a Função Pública. Ainda a este nível, o Governo quer acabar com os incentivos à mobilidade, como é o caso, por exemplo, dos subsídios de residência, fixação ou deslocação ou a garantia de transferência escolar dos filhos. E quem é que acaba com os benefícios/privilégios desta classe política podre e corrupta??? E o Povo continua enganadinho, atrás de gente desta laia...

15 de fevereiro de 2012

Nova vaga de ataques aos Funcionários Públicos!

Não sei o tamanho do ÓDIO, mas é muito grande, de CERTEZA!!! A bola está de novo no campo da Função Pública depois do ataque neoliberal despudorado do governo PSD/CDS, que culminou com a assinatura traidora do acordo em sede de concertação social por parte da UGT. O Governo está a preparar uma reformulação do enquadramento dos vínculos à Função Pública que passa, entre outras medidas, pela redução definitiva das remunerações por horas extraordinárias, pela introdução do banco de horas e por um novo regime de mobilidade geográfica que permita a transferência de trabalhadores, mesmo sem o seu acordo, para conselhos fora das áreas de residência. O objetivo é aproximar o Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas ao Código do Trabalho. Vêm aí mais perda de direitos. As alterações que o Governo pretende introduzir ao Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas constam de um documento tornado público e que foi enviado nas últimas horas aos sindicatos. É o ponto de partida para conversações com as estruturas representativas dos trabalhadores da Administração Pública que têm início na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro. O objetivo, dizem eles, é harmonizar o enquadramento contratual da Função Pública com o que acontece no domínio privado. Nos planos do Executivo, que vão ser expostos aos sindicatos pelo secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, estão a introdução do banco de horas individual e grupal e o corte definitivo, para metade, do valor pago por horas extraordinárias, uma medida de austeridade que deveria vigorar apenas até 2013, na vigência do programa de resgate financeiro negociado com a troika. Mas também a supressão de quatro feriados já definida para o setor privado – Corpo de Deus, 15 de Agosto, 5 de Outubro e 1.º de Dezembro – e a introdução de um regime de mobilidade geográfica para “redistribuir recursos humanos” entre serviços de diferentes regiões. O setor público, assinala ainda o texto remetido aos sindicatos, “não se pode dissociar do funcionamento do setor privado”, quando na minha opinião, deveria ser ao contrário. Para já, o Governo exclui alterações ao horário de trabalho da Função Pública, (é apenas uma questão de tempo, aguarde-se) atualmente estabelecido em 35 horas semanais, contra as 40 horas do setor privado. Propõe, por outro lado, o alargamento do período de gozo de férias vencidas do ano anterior para 30 de Abril e a aproximação dos regimes público e privado do direito a férias em caso de doença. Outras propostas a discutir ( não discutem, impõem) com os sindicatos passam pela extinção de 23 carreiras e categorias, entre as quais a carreira de regime especial de “especialista de informática” e a categoria de “consultor de informática”. Desaparecem ainda as categorias de “fiscal de mercados e feiras” e de “fiscal técnico de eletricidade”, passando os trabalhadores nestas condições para a carreira geral de assistente técnico. Com a introdução de um novo regime de mobilidade geográfica, o Governo propõe-se “criar uma figura que permita oferecer algum estímulo” à redistribuição de trabalhadores da Função Pública “entre um serviço com excesso de recursos e outro com escassez”. Com ou sem o consentimento dos profissionais e, eventualmente, para regiões fora dos atuais concelhos de residência. Com a aprovação desta figura, é o encostar da “pistola à cabeça” dos já aflitos trabalhadores da Função Pública. A atual Lei de Vínculos Carreiras e Remunerações, nota o documento da Secretaria de Estado da Administração Pública, enquadra já o mecanismo da mobilidade interna, que “permite alguma mobilidade geográfica sem que se verifique o acordo do trabalhador, mas impõe limites que podem dificultar uma distribuição de recursos humanos mais ajustada às necessidades da Administração Pública”. Este documento nada refere em relação à ADSE, subsistema de saúde da Função Pública, e que este Governo tem clara intenção de delapidar e destruir, na continuação daquilo que o Governo de Sócrates iniciou. É mais uma vez uma questão de timing certo. COMO FUNCIONA O BANCO DE HORAS O mecanismo do banco de horas individual e grupal, consagrado no novo Código do Trabalho, prevê que um trabalhador ou um conjunto de profissionais possam acumular horas extraordinárias a compensar com extensão de férias, descanso ou remuneração. Com o eventual alargamento do banco de horas à Administração Pública, um funcionário do Estado pode ver o seu período de trabalho diário acrescido em duas horas. Quanto à remuneração de horas extraordinárias, prevê-se que o corte que entrou em vigor com o Orçamento do Estado para 2012 se torne definitivo - na primeira hora a remuneração é de 25 por cento e, nas horas subsequentes, de 37,5 por cento; aos fins-de-semana e feriados o acréscimo é de 50 por cento, contra os anteriores 100, e o trabalho extraordinário deixa de ditar descanso compensatório. A eliminação do descanso compensatório e o corte para metade do pagamento do trabalho extraordinário estão vertidos no acordo (de traição) tripartido assinado em sede de concertação social.

14 de fevereiro de 2012

O currículo do 1º Ministro

Nome: Pedro Passos Coelho Morada: Rua da Milharada - Massamá Data de nascimento: 24 de Julho de 1964 Formação académica: licenciatura em economia - Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade) Percurso profissional: até 2004, apenas atividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de partido, engº Ângelo Correia, de quem foi diligente e dedicado 'moço-de-recados', tais como: (2007-2009) administrador executivo da Fomentinvest, SGPS, SA; (2007-2009) presidente da HLC Tejo,SA; (2007-2009) administrador não executivo da Ecoambiente,SA; (2005-2009) presidente da Ribtejo, SA; (2005-2007) administrador não executivo da Tecnidata SGPS; (2005-2007) administrador não executivo da Adtech, SA; (2004-2006) director financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA; (2004-2009) administrador delegado da Tejo Ambiente, SA; (2004-2006) administrador financeiro da HLC Tejo,SA. Este é o "magnífico" cv do homem que 'teoricamente' governa este país! Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a licenciatura (numa universidade privada...) com 37 anos de idade! Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como administrador... em empresas de Ângelo Correia, "barão" do PSD e seu tutor e patrão político!... e que nesse universo continua a exercer funções!... É este o homem que fala de "esforço de vida" e de "mérito"! É este o homem que goza com as dificuldades daqueles que lutam para sobreviver, acusando-os de pieguices. É este o homem que pretende dar lições de vida a milhares de trabalhadores deste país que nunca chegarão a administradores de empresa alguma, mas que labutam arduamente há muitos e muitos anos nas suas empresas, ganhando ordenados de miséria! É este o homem que, em tom moralista, fala de "boys" e de "compadrios", logo ele que, como se comprova, não precisou de "favores" de ninguém... para arranjar emprego!... Edificante... não é?... Diga lá... dava emprego (que não fosse o de 'moço-de-recados') a alguém com esta 'folha de serviços'? Pois é!!!... Assim, Portugal bem vai depressa para o 'guano'!...

13 de fevereiro de 2012

Os esqueletos nazis saem do armário!!

Apesar da má consciência, começam a sair do armário! Chamem-nos nazis se isso vos faz felizes Tornou-se quase sistemático: em todas as controvérsias sobre a maneira como Berlim tenta impor os seus pontos de vista na resolução da crise da dívida, os alemães são remetidos para o seu passado nazi. Como reagir? Die Zeit propõe algumas respostas aos seus leitores. Bernd Ulrich "A noi Schettino, a voi Auschwitz", lia-se recentemente na primeira página de Il Giornale. "Nós com Schettino, vocês com Auschwitz.” Eis como o jornal italiano reagia a uma diatribe igualmente subtil do Spiegel Online que visava o covarde capitão do Costa Concordia, qualificado de “típico italiano”. A mensagem que Il Giornale quis transmitir foi a seguinte: vocês, alemães, calem as boquinhas, lembrem-se que são os responsáveis pelo Holocausto! Evidentemente que se pode argumentar que Il Giornale é um jornal populista de direita, que ainda por cima pertence à família Berlusconi e, portanto, não deve ser levado muito a sério. Pode-se também recorrer ao reconfortante pensamento de que somos de tempos a tempos confrontados com a comparação com os nazis alemães. Só que estamos a assistir presentemente à intensificação destes ataques. Recentemente, numa palestra realizada em Portugal, o escritor alemão de Leste, Ingo Schulze, um homem sensível, foi questionado sobre se os alemães iriam conseguir com o euro aquilo que não tinham sido capazes de realizar com os panzers [tanques], ou seja, dominar a Europa. Um discurso que se ouve hoje diariamente na Grécia, muitas vezes formulado de forma ainda mais virulenta. Aliás, as críticas tornam-se mais elegantes, por exemplo, quando a política de austeridade da Alemanha é comparada com a do chanceler do Reich Heinrich Brüning – antecessor de Adolfo Hitler. Fala-se também muitas vezes de "Sonderweg" [a exceção alemã], por exemplo, quando o Governo de Angela Merkel se recusa a acionar a impressora de notas tanto quanto alguns gostariam. Ora, qual foi o resultado histórico da exceção alemã, tantas vezes citada? Auschwitz, naturalmente. O círculo está fechado. Não podemos deixar-nos intimidar Não há necessidade de torturar muito as meninges para entender a atual proliferação de comparações com o regime nazi: pela primeira vez desde 1945, a Alemanha aparece em todo o seu poderio, não porque o tenha desejado, mas porque a crise da dívida europeia fez dela o país mais poderoso da Europa, económica e politicamente. A Alemanha influencia agora fortemente os assuntos internos de países terceiros. Gradualmente, o país assume na Europa o papel que os Estados Unidos desempenharam durante muito tempo no mundo: o de uma potência que usou – e por vezes abusou – da sua força, que serviu como o bode expiatório, que tinha que salvar o mundo, mas cujos métodos para o fazer mereceram reprovação. No entanto, há uma coisa de que nunca a puderam culpar: de enviar seis milhões de judeus para a morte certa e metade do mundo para a guerra. Os protestos suscitados pelos poderes dominantes, quaisquer que sejam, são compreensíveis a um nível humano, e muitas vezes justificados. Mas no caso da Alemanha, toma demasiadas vezes uma dimensão diferente, que destrói na casca qualquer tentativa de debate. Como devem os alemães reagir? Ingo Schulze indignou-se e amuou, antes de escrever que estava arrependido de ter reagido dessa forma. Primeiro, o simples facto de o público estar à espera exatamente desse tipo de reação mostra que não era a melhor resposta. Segundo, devemos, naturalmente, ser cautelosos em relação a qualquer acesso de arrogância alemã, o que não fez votar em Volker Kauder, presidente da CDU no Bundestag, quando proclamou que a Europa "fala alemão". Não disse "volta a falar", mas não andou longe. Em terceiro lugar, não podemos deixar-nos intimidar pelos paralelos com o regime nazi. A exceção alemã não pode levar o Governo alemão nem a curvar a espinha nem a insistir casmurramente em querer, "já que é assim", fazer cada vez mais o que lhe apetece. Especialmente quando sabemos que Auschwitz serve de meio de persuasão moral em conflitos políticos. Não se deixar impressionar, recusar amavelmente, sem se ofender, também são reações razoáveis. E prosseguir o debate sobre as questões de fundo, as finanças ou as intervenções militares. O paradoxo histórico da Alemanha O novo papel da Alemanha promete um aumento dos paralelos com o regime nazi e deve prolongar-se por uns tempos. É preciso encaixá-los, queiramos ou não, e esperar que passem. Mas este estoicismo não vai esconder um problema sério, ligado a um paradoxo histórico da Alemanha que pode ser formulado da seguinte forma: a história só não se repetirá provavelmente se os alemães estiverem seguros e atentos a que não se irá repetir. O que fazer então? Pedir aos outros que parem com paralelos idiotas com o regime nazi, mas aceitar todas as outras formas de insulto imagináveis. Sim, seria uma solução. Os alemães podiam também admitir que gostavam de ser amados, muito mais do que os franceses ou os britânicos, que já se amam muito a si mesmos. No entanto, essa necessidade de amor não deve levar os alemães a negar-se, sobretudo porque isso só lhes angariaria mais desprezo. Finalmente, trata-se de associar uma certa descontração em relação ao estrangeiro a uma sensibilidade histórica especialmente aguda no interior das nossas fronteiras. O antissemitismo, o terror neonazi, a ocultação do passado, os acessos de arrogância – eis os verdadeiros perigos e abusos que nos ameaçam. Os alemães têm agora de demonstrar grande coragem – e grande sensibilidade. OPINIÃO - Ninguém vence o rolo compressor alemão Para Kevin Myers, colunista crítico do Irish Independent - ... as economias domésticas de meia dúzia de países da UE foram destruídas devido à sua participação insana no euro, uma moeda única que devia ser mais apropriadamente chamada Grossdeutschmark. À medida que o "rolo compressor" alemão empurra os Estados-membros para uma “Europa unida", deixa-os impotentes. Citando uma lista de empresas alemãs e invenções, incluindo "Mercedes Benz, Audi, VW, Krupp, Siemens [...], máquinas de lavar roupa, motores a jato, mísseis balísticos, radar, televisão, creme dentífrico e aspirina", Myers argumenta que – ... não podemos competir em âmbito nenhum com os alemães. Ninguém na Europa. Eles são os melhores. Sem barreiras de algum tipo, acabaremos escravizados por eles: enquanto tivemos o ‘punt’ [a libra irlandesa] e a nossa própria taxa de juros, tínhamos uma defesa natural, um dique contra a inundação da Grossdeutschland. Mas o euro – o Grossdeutschmark – destruiu essas defesas, fazendo com que pelo menos duas gerações futuras do povo irlandês tenham de fazer face a dívidas fortíssimas ao Imperial Grossdeutschland Bank, que faz negócios sob o falso título de ‘Banco Central Europeu’. ... Aqui fica uma lição de história. Os holandeses decidiram erguer barreiras para impedir que fossem tomados pelo Mar do Norte. Da mesma forma, devemos erguer barreiras, ou tornar-nos-emos parte da Grossdeutschland, tal como os países PIGS estão agora a ser economicamente subordinados.

9 de fevereiro de 2012

O IV Reich

A inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes. Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros, russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência, tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão. Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria diretamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados. As discussões do pós-Guerra, incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha - algo que o Plano Marshal, as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho. Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado "O protocolo Budapeste". No livro, Adam Lebor ficciona sobre um suposto diretório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos, provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o diretório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas - presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia. Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redator do projeto de Constituição europeia. É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.

O Racismo Alemão continua!!!

Pois é caros conterrâneos, agora temos que nos sujeitar a isto. É o preço a pagar pelos crimes de má gestão do nosso país pelos nossos políticos nestes últimos 30 anos. Já não bastava a ideóloga do IV Reich ter vindo a público tecer considerações ignorantes sobre uma região estrangeira, porque simplesmente acha que está no direito de poder fazê-lo, vem agora o presidente do Parlamento Europeu, Martin Shulz, um lacaio da aspirante a ditadora, fazer considerações à política externa de Portugal, país com nove séculos de independência e cinco séculos de relações com todo o mundo. Mais, esse senhor, além de, até pela posição institucional que ocupa, e que é pago também pelos impostos dos portugueses, deveria se manter quietinho no seu confortável gabinete de Bruxelas. Teve também o descaramento de menosprezar racistamente o Povo Angolano. Caros amigos, ainda a festa não começou. Já no período pré I Grande Guerra, que foi um período de rápida industrialização e que converteu a Alemanha na primeira potência da Europa em 191. Esta pujança económica foi acompanhada de uma ativa política exterior, que tornou então o país o árbitro da Europa, para além de isolar o seu irreconciliável arquirrival, a França. A História repete-se!!!!

8 de fevereiro de 2012

O Neonazismo da Sra Merkel

Ontem à noite não queria acreditar naquilo que tinha acabado de ver e ouvir. Custou-me mesmo a acreditar... a Sra Merkel dar a Madeira como mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais da UE, apenas para a construção de túneis, auto-estradas (não temos nenhuma) e pontes. Com que direito?!? Enquanto o seu país contribui com dinheiro para o resgate a Portugal?!? Nós estamos a pagar a nossa parte, e bem paga!!! A Sra deveria estar bem caladinha e ter vergonha de abrir a boca porque a dívida que os alemães têm para com os Povos Europeus é IMPAGÁVEL, por tudo aquilo que eles foram os causadores em duas Guerras Mundiais!!! O Genocídio de mais de 6 Milhões de pessoas (na sua maior parte Judeus, mas também, Católicos, Comunistas, entre outros), é a prova cabal do que os germânicos foram capazes de fazer, aliás, vós sois conhecedores da História. Se a Madeira aplicou mal o dinheiro? Aplicou! Foi a única Região a fazê-lo? Não acredito! Que direito tinha esta pretendente a ditadora tecer este comentário?!?! NENHUM!!! Ahhhhh! Mas eu imagino quais foram as fontes.... O serviçal Passos Coelho, que anda lá no beija mão e o "fantasminha gaspar", o teórico burocrata promovido a ministro das finanças. Se o dinheiro foi usado em betão, alguém mandou-o para cá com esse fim. Não podia ter sido usado de outra forma. Se o Governo Regional falhou nesta questão, então as instituições europeias não fizeram o seu papel como deveriam tê-lo feito. Mas uma coisa lhes digo, isto cheira-me a esturro!!!!...

7 de fevereiro de 2012

O Entrudo Madeirense!!!

Muito se tem falado nos últimos dias acerca do Carnaval. Se devemos ter tolerância de ponto ou não, se é útil ou não neste momento de dificuldades parar um dia, quando se eliminam quatro feriados, enfim, a lenga-lenga corriqueira que já estamos fartos de ouvir até à ponta dos cabelos. No meu ponto de vista, os benefícios desta paragem são muitos. É certo que as pessoas e as famílias não irão gastar valores equivalentes a outros anos de maior pujança, mas, acabam sempre por gastar alguma coisa, e então, quem tem crianças sabe como é... Ora, as políticas de austeridade, só geram mais austeridade (há vista de quem quiser ver), retraem o consumo, entristecem as populações, baixam os índices de produtividade (não é me obrigando a estar no meu local de trabalho que vou produzir mais), estagna a economia. Não é que estejemos ávidos de carnavais, até porque na Madeira, temos carnaval, palhaçadas e palhaços de fartura o ano todo, mas para podermos variar um pouco... Já agora, comam muitas malaçadas e sonhos com mel de cana da Madeira.