29 de outubro de 2010

O que os Russos pensam de nós!!!

Publico aqui no meu blog, e na íntegra, o seguinte artigo:


Jornal Russo Pravda.ru escreve 4 páginas sobre Portugal
por Joao Martins a Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010 às 14:05

" Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.

E não é porque eles serem portugueses.

Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socio-económicos, e você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata e Partido Socialista, gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a ser sugado é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde havia de ser?) virtual fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos? Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.

A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.

Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam

Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores.

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado por interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação).

E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%). Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%) Concordo com o sacrifício (1%) Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado de suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha. Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe política abominável. "


Timothy Bancroft-Hinchey

Pravda.Ru


Acham necessário acrescentar alguma coisa?!?!

22 de outubro de 2010

Cortes no abono de família em vigor já em Novembro

As famílias mais carenciadas deixam de receber o apoio suplementar de 25 por cento no abono de família e os agregados familiares pertencentes aos escalões mais elevados perdem na totalidade este benefício social.

O Estado vai retirar a majoração de 25 por cento que tinha atribuído em 2008 ao primeiro e segundo escalão do abono de família, já a partir de dia 1 de Novembro, determina um decreto-lei hoje publicado em Diário da República.

Anunciada no final de Setembro pelo ministro das Finanças e pelo primeiro-ministro, a alteração na atribuição dos abonos de família entra em vigor pouco mais de um mês depois.

O decreto-lei elimina também a atribuição do abono de família em relação aos escalões de rendimentos mais elevados.

Apesar disso, o Governo considera que, "com as medidas agora adoptadas, mantém-se ainda um nível elevado de protecção social, sobretudo em relação àqueles que mais necessitam".

Com este diploma, o executivo de José Sócrates vem concretizar uma das medidas de redução da despesa previstas adoptar fora do âmbito da proposta de lei do Orçamento de Estado para 2001.

Esta decisão é justificada no decreto-lei pela necessidade de "dar sinais claros e inequívocos do esforço de consolidação das finanças públicas que Portugal está a efectuar, reforçando a credibilidade financeira junto dos mercados internacionais".

"Este sinal é essencial para a melhoria das condições de financiamento da economia, das empresas e das pessoas", acrescenta o diploma legal.

Na sequência das alterações aprovadas, é eliminado o quinto escalão, para rendimentos entre os 2,5 e 5 vezes o indexante dos apoios sociais (IAS).

São ainda estabelecidos os seguintes escalões: O primeiro aplica-se a rendimentos iguais ou inferiores a 0,5 do IAS, o segundo é para rendimentos entre 0,5 e 1, o terceiro escalão aplica-se a rendimentos superiores a 1 e inferiores a 1,5 vezes o IAS, e o quarto escalão refere-se a rendimentos superiores a 1,5.

O IAS situa-se desde o ano passado nos 419,22 euros.


Fonte: Agência Lusa

20 de outubro de 2010

Expliquem-me!!! De verdade que não entendo!!!

Expliquem-me!!!

Sou mesmo muito burro!!!

Expliquem-me porque é que a Irlanda, que estima o seu défice chegar este ano aos 32%, e a Bélgica, que vai a caminho do 5º mês sem governo formado após as suas eleições legislativas, e a "viver" de duodécimos, não andam no fio da navalha sob pressão dos célebres mercados internacionais, nem lhes paira a sombra do FMI, tal bicho papão?!?!

Alguém que me explique!!!

Por favor!!!

Artigo de Opinião de Medina Carreira

Recebi este artigo reencaminhado de um amigo, e, como o achei interessante, apesar de não concordar com algumas referências, passo a transcrevê-lo na íntegra... Ah!!!, e mais uma uma coisa que já ia me esquecendo, o economista disse ontem que, a seguir o rumo que Portugal está a seguir, daqui a 8 anos a Segurança Social não terá dinheiro para pagar as pensões de reforma, porque desde há muitos anos que o país não tem tido crescimento ou tem crescido apenas algumas décimas... Ele não tem por hábito falhar nos seus cálculos!...

"JOSÉ SÓCRATES É UM HOMEM DE CIRCO (quer dizer, um PALHAÇO, com perdão dos verdadeiros profissionais)

A economia vai derrotar a democracia de 1976.

José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país.
O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas.
A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.
É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade.
Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar.
Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"
Ainda há dias eu estava num supermercado, numa fila para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar « 6 x 3 = 18 », contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!
Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu.
Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.
Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"
Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...
Nós tivemos nos últimos 10 / 12 anos 4 Primeiros-Ministros:
- Um desapareceu;
- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
- E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"
O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou.
Foi "exilado" para Londres.
O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris.

O Alegre depois não sei para onde ele irá...

Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.
Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400?

Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos?
E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!
De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente.
Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:
- Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!
A minha opinião desde há muito tempo é: TGV - Não !
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.
Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro?
Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!
Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...
Receber os prisioneiros de Guantanamo?
Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros.
Olhemos para nós!
A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!
Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?
Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."
Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."
Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».
Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12º ano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...

Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."
É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.
Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem...
Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.
Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!
Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir.


O Português está farto de ser enganado!


Todos os dias tem a sensação que é enganado! "

19 de outubro de 2010

Samora Machel

Em 1986, o presidente de Moçambique, Samora Machel, morria na queda de um avião, no regresso da Cimeira da Linha da Frente em Mbala, na Zâmbia.
As causas do acidente nunca ficaram devidamente esclarecidas, mas muitas teorias apontam para a culpabilidade da África Sul, que, não possuía as melhores relações com a Frelimo, que dava apoio e guarida aos guerrilheiros do ANC.
Fica o resisto histórico da efeméride!!!

18 de outubro de 2010

As questões a que o Orçamento não responde

O Governo assenta a sua previsão de crescimento de 0,2 por cento da economia no pressuposto de que as exportações vão crescer 7,3 por cento, apesar da procura externa relevante para Portugal crescer a metade da velocidade.

Será possível que as empresas portuguesas estejam mais competitivas e vão conquistar quotas de mercado a uma velocidade que não se via há muitos anos?

A maior parte dos especialistas duvida, o Governo diz que esta tendência já se iniciou em 2010. A resposta, decisiva para a capacidade de cumprir os objectivos do défice, só surgirá no decorrer do próximo ano.

Como é que o desemprego aumenta e a despesa com o subsídio vai baixar?

Quanto é que vai pagar cada banco com o novo imposto criado para o sector?

Qual vai ser o aumento da retenção da fonte no IRS a partir de Janeiro?

Como é que o défice de 2010 não baixa mais?

Quem souber, que responda!!!

Salário médio desce

O Ministério das Finanças, como bom exemplo de rigor que é, já indicou no OE para 2011 que o PSD de Pedro Passos Coelho ajudará a viabilizar, o valor do salário médio mensal dos funcionários públicos a partir de Janeiro.
Para aqueles que não saibam, o valor actual do salário de um funcionário público está estimado à volta dos €900. Não esquecer que no cálculo deste valor entram os elevadíssimos vencimentos dos Juízes e afins, altas patentes das forças armadas, todo o staff ministerial, das direcções gerais e secretarias de estado, bem como acessores, avençados, etc.
Assim, e com os cortes previstos no OE, a média dos vencimentos foi calculada em €777.
Ora, é uma descida considerável!!!!
No entanto, será de realçar o seguinte aspecto, como é que irão ficar aqueles que recebem os salários mais baixos, sobretudo os Assistentes Operacionais e Assistentes Técnicos?!? Porque, ao contrário do que muitos dizem, o vencimento disponível para estas categorias sofrerá um corte de, no mínimo, 2%???

15 de outubro de 2010

Futuro Negro!!!

O nosso futuro não se afigura nada fácil, a julgar pelas notícias que nos vão entrando pela casa dentro!
Hoje, o nosso muito estimado Ministro das Finanças entrega (sem hora marcada) o Orçamento de Estado à 2ª figura mais importante da Nação, o nosso também muito estimado Presidente da Assembleia da República.
O conteúdo do documento não é conhecido na íntegra, mas, já nos foram dando umas "injecções" do que o OE contém (para não ser em "unidose").
Pelo que me deu a entender, e salvo algumas (poucas) excepções, a classe média e média/baixa será a grande atingida pela via que o Governo escolheu seguir, que, como leigo que sou na matéria, parece-me ser a via mais fácil e rápida de obter receitas, mas que, não consegue resolver a grande questão de fundo que é o PESADO despesismo do Estado, e onde o OE parece não defenir qualquer orientação no sentido de contrariar essa situação.
Enfim, mais uma vez, serão os mesmos a pagar a ENGORDA dos políticos e gestores públicos que têm andado nestes trinta anos a "afussinhar" no "gamelão" do enriquecimento fácil...
... E o povinho português, que fala, que cospe, que estrabucha, mas que tem memória curta, vai dançando o "vira" com estes políticos e gestores de "meia tigela"... É !!!... E vira o disco e toca o mesmo!!!
Mudam-se as moscas, mas a m**da é a mesma!!!

14 de outubro de 2010

Presidente do Governo ainda vive na fartura!!

Quando deveriam ser as instituições públicas a darem o exemplo, sim , porque elas vivem com o dinheiro do esforço e trabalho e dos cidadãos, o Presidente do Governo Regional continua, aliás, como é seu apanágio, a esbanjar.
Vem isto a propósito do jantar oferecido ontem na Quinta Vigia aos deputados do PPE no Parlamento Europeu.
Não está em questão o gesto, até sabendo que as grandes decisões e acordos têm início não nas reuniões oficiais, mas em eventos do género.
O que está em causa é o modelo de recepção que foi utilizado, e que, infelizmente, passou ao lado da opinião pública.
Até o Jornal da Madeira omitiu (penso que propositadamente), a forma como foram recebidos as 400 pessoas (apenas vieram fotos da grande comitiva na entrada da quinta).
De que é que estou a falar?!?!
Foi montado na Quinta Vigia um verdadeiro arraial típico madeirense, onde não faltou um coreto com banda de música.
Houve de tudo como se de um verdadeiro arraial se tratasse.
Postes, bandeiras, "gambiarra", verduras, etc.
As barracas de comes e bebes foram apetrechadas com um excelente serviço de catering da Pousada da Encumeada.
Será que havia necessidade de tanto?!?
Quanto é que nos irá custar esta festança?!?!

ERC e AdC - Veredicto final

O veredicto está dado!
As empresas que se julgam lesadas pelos apoios financeiros dados ao Jornal da Madeira por parte do Governo Regional utilizando os dinheiros públicos, que tanta falta fazem neste momento, devem recorrer aos Tribunais e/ou Instâncias Europeias!!!
Sim, as empresas lesadas já sabiam que teriam de recorrer à justiça (se aguentarem até lá)!
Sim, as empresas lesadas socorreram-se da ERC e da AdC, na tentativa de que lhes tivessem "deitado a mão"!
Sim, as empresas lesadas apelaram à Assembleia da República com a esperança que alguém salvasse a pluralidade dos órgãos de informação regionais.
Não, as empresas lesadas NÃO estavam à espera deste desfecho!!!
Não, as empresas lesadas NÃO foram justiçadas.
Agora pergunto-me, para que serve a Entidade Reguladora para a Comunicação Social???
Para que serve a Autoridade da Concorrência???
PARA NADA!!!
Aliás, vou corrigir!!!
Serve para criar mais uns tachos!!!
Serve para tornar a DESPESA DO ESTADO um pesado fardo para o Povo que trabalha e que quase já nem lhe vai sobrando uns tostões para comer, enquanto estes senhores vão fazendo um ar preocupado tentando passar uma imagem séria das organizações fantoches que representam!!!
Sim, sai AJJ vitorioso!!!
Sim, sai o JM vitorioso!!!
Saem vitoriosos porque neste País só se faz justiça para quem rouba um pão!!!

12 de outubro de 2010

O Seu 13º Mês Não Existe!!!!

Os ingleses pagam à semana e claro, administrativamente é uma seca! Mas ... diz-se que há sempre uma razão para as coisas! Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constroi mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar!

Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês. (Já categoricamente desmentido)

Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.

Perguntarão porquê?

Respondo: Porque o 13º mês não existe!!!

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista,
e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses,
você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.

€ 700*12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês.

€ 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00

€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas
que aprendeu no 1º Ciclo:

Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00.

€ 700,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês

Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês.
O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

8 de outubro de 2010

Os números da crise III

Sei que mudar a forma de pensar da opinião pública é muuuiiiito difícil.
No entanto, não vou deixar de continuar a esclarecer os mais desatentos, e que têm a opinião já formatada de que os funcionários públicos, e consequentemente os valores que auferem ao fim do mês pelo seu trabalho, são a verdadeira e única razão do buraco nas contas públicas.
Logo abaixo, publico um excerto de um artigo publicado hoje pela Agência Financeira no seu site.

Então, aqui vai...

"Organismos do Estado gastam milhões em festas e consultores
Fisco gastou quase 30 mil euros em medalhas no seu aniversário e o Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas deu 34 mil euros para agendas, postais de Natal e brindes

Há um site onde é possível consultar quanto estão a gastar as várias entidades do Estado através dos ajustes directos. Aqui é possível saber quanto está a ser gasto, por exemplo, em festas, certames e trabalhos de consultores.

A TSF compilou alguns dos dados disponíveis neste site e descobriu que, mesmo em ano de crise, se continua a gastar milhares de euros em coisas como medalhas comemorativas, agendas, postais de natal e outros brindes.

As maiores despesas reveladas pela rádio dizem respeito a festas e certames. Por exemplo, o Turismo dos Açores pagou à New Seven Wonders mais de 1,5 milhões de euros para organizar a cerimónia das 7 Maravilhas Naturais de Portugal no arquipélago; o Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional pagou à Associação Industrial Portuguesa (AIP) 400 mil euros pelo Pavilhão da Coesão, nos quatro dias da Feira Portugal Tecnológico de 2009; a câmara municipal do Sobral de monte Agraço pagou quase 3,5 milhões de euros pela iluminação das festas, da feira de Verão e do próximo Natal. Este valor foi, entretanto, desmentido pela Câmara de Sobral de Monte Agraço.

Mas não é tudo. O Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas deu 34 mil euros para agendas, postais de Natal e brindes, ao passo que a Direcção-geral de Contribuições e Impostos pagou 29 mil euros por 3.500 medalhas comemorativas dos 160 anos da instituição.

Esta base de dados revela, por exemplo, que uma empresa ligada à assessoria de imprensa conseguiu 32 contratos de organismos tão diversos como a Presidência do Conselho de Ministros e a Parque Expo. A First Five Consulting, de João Tocha, considerado, por uma revista da especialidade, como um consultores da área política mais influente do país, conseguiu com estes ajustes directos pouco mais que um milhão de euros de volume de negócios.

Na área da consultadoria jurídica, a Administração da Região Hidrográfica do Norte pagou um 1,351 milhões de euros a um escritório de advogados, trabalho repartido por quatro contratos.

Já a Secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros assinou um contrato de dois anos com a TMN para fornecimento de telemóveis no valor de 75 mil euros. "

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/dinheiro-organismos-publicos-festas-consultores-agencia-financeira/1197318-1730.html

http://www.base.gov.pt/Paginas/Default.aspx


Como podem ver, há mais despesas para além dos vencimentos, não há?!?!

7 de outubro de 2010

Os números da crise II

Na continuação do post de ontem, e na tentativa de levar ao conhecimento do cidadão mais desatento relativamente aos valores monetários auferidos apenas por ALGUNS, enquanto que a austeridade é pedida a MUITOS, que pouco (ou já quase NADA) têm para dar!

Assim, apresento-vos os valores pagos aos Administradores e/ou Presidentes das seguintes empresas públicas no ano de 2009, sem contabilizar os gastos com cartões de crédito, viaturas de alta cilindrada para uso próprio, viagens, e outras regalias pagas pelas contribuintes...

- Fernando Pinto - TAP - 420 000€
- Faria de Oliveira - CGD - 371 000€
- Henrique Granadeiro - PT - 365 000€
- Guilherme Costa - RTP - 250 040€
- Vítor Constâncio - BdP - 249 448€
- Fernando Nogueira - ISP - 247 938€
- Carlos Tavares - CMVM - 245 552€
- Vitor Santos - ERSE - 233 857€
- Amado da Silva - ANACOM - 224 000€
- Mata da Costa - CTT - 200 200€
- José Plácido Reis - Parpública - 134 197€
- Guilhermino Rorigues - ANA - 133 000€
- Pedro Serra - ADP - 126 686€
- António Oliveira Fonseca - Metro do Porto - 96 507€
- Afonso Camões - LUSA - 89 299€
- Cardoso dos Reis - CP - 69 110€
- Luis Pardal - REFER - 66 536€
- Joaquim Reis - Metro Lisboa - 66 536€
- José Manuel Rodrigues - CARRIS - 58 865€
- Fernanda Meneses - STCP - 58 859€

A média dos prémios concedidos APENAS aos acima citados administradores foi de 926 657,50€.

A soma dos valores dos vencimentos e dos prémios dá um total de 52 819 477,50€ (CINQUENTA E DOIS MILHÕES, OITOCENTOS E DEZANOVE MIL, QUATROCENTOS E SETENTA E SETE EUROS E CINQUENTA CÊNTIMOS).

Segundo o Ministério das Finanças, o vencimento médio do funcionário público foi no ano de 2009 de 900€. Atenção à fórmula das médias, neste valor (900€), entram os vencimentos dos juízes, médicos, militares e altos cargos governamentais, mas também entram os vencimentos dos trabalhadores da administração local (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia), onde, uma grande percentagem de trabalhadores não chegam a receber 500€. Portanto, o valor médio dos salários da Função Pública não reflete a realidade. Há muita, mas muita boa gente, a receber baixos salários.

Continuando o raciocínio, o valor pago aos Administradores e/ou Presidentes das 20 (VINTE) entidades acima mencionadas, e utilizando o valor do salário médio de referência (900€), daria para pagar o vencimento, subsídio de férias e subsídio de natal a 58 688 funcionários públicos.

Melhor dizendo, 20 pessoas recebem o mesmo que 8.38% de funcionários públicos, se considerarmos os 700 000 trabalhadores que o Estado diz trabalharem para si.

E ainda têm a distinta lata de vir pedir mais sacrifícios!!!

6 de outubro de 2010

Os números da crise I

Tenho para vos apresentar uns números extremamente interessantes relativamente ao principal Órgão de Soberania da República.

Diário da República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 – RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.

Poderão aceder através do site http://www.dre.pt

Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica:

1 – Vencimento de Deputados ……………………………12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados ………………………2 milhões 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados ……………………………3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………………2 milhões 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (??) ………………………………2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) ………………3 milhões 593 mil Euros
7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA…………961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares……………970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática …………………………2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) ……………………………2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios ……………………………………………………2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)…………………………13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ………………16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS …………73 milhões 798 mil Euros

Em resumo e NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :€ 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) – Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

Cada deputado, em vencimentos e encargos directos e indirectos custa ao País, cerca de 700.000 Euros por ano. Ou seja cerca de 60.000 Euros mês!

Há rubricas que não clarificam bem a que se destinam especificamente.

Analisem e tirem as vossas ilações...

"Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar..."
Sophia de Mello Breyner

Covardia na blogosfera

"Alberto João Jardim disse esta segunda-feira, no habitual espaço de opinião “Palavras Assinadas”, da TVI 24, que tal como sempre lhe ensinaram, «a limitação da Liberdade assenta no respeito pela Liberdade dos outros. No respeito pelos Direitos legítimos de cada um». Em seu entender, «todos os sistemas jurídicos democráticos penalizam a injúria, a calúnia e por aí fora».

Hoje, acrescentou o presidente do Governo Regional, «com o desenvolvimento das novas tecnologias, as pessoas podem navegar nos seus computadores por esse mundo além, podem recolher informação em termos e a uma velocidade antes impossíveis, podem estabelecer mais e novos relacionamentos. Tudo isto é bastante positivo e saudável, representa um grande progresso, um grande passo em frente na nossa civilização».

Porém, acrescentou o chefe do Executivo madeirense, «não há bela sem senão. E tudo isto, infelizmente, também permitiu o aparecimento da blogoselvajaria. Há gente que se aproveita destas novas tecnologias para instrumentalizá-las ao sabor do que de mais reles e baixo existe nalguns seres humanos».

Na sua opinião, «temos assistido ao desenvolvimento exaustivo dessa forma de covardia, que é o anonimato, introduzir na blogosfera mensagens injuriosas, caluniosas e de outros tipos de porcaria, cujos autores, dando vazão às suas patologias psíquicas, libertinamente agridem quem lhes der na real gana. Qualquer psicopata permite-se desrespeitar outras pessoas, estas assim tornadas alvos de rancores, de complexos, de frustrações e de outras anomalias psíquicas, por parte de indivíduos marcados pelas contingências da vida ou pelas suas próprias impotências e incompetências».

Para Alberto João Jardim, «este tipo de violação dos Direitos Fundamentais de cada um, tornou-se corriqueiro através dos computadores. Trata-se de uma catarse de bandalhos e de imbecis, à custa da sociedade, como se esta fosse a culpada dos falhanços de vida por parte de tal gente. É a velha idiotice de a culpa ser sempre da sociedade, e não da vontade e da responsabilidade dos malandros. Mas o ridículo é a impunidade de que goza este tipo de delinquência».


Portugal sem legislação para combater estas práticas


Tal como afirmou, «Portugal, por exemplo, ainda não tem legislação para combater eficazmente estas práticas que ofendem os Direitos, Liberdades e Garantias individuais, consagrados na Constituição da República para todos e cada um dos cidadãos. O combate a este tipo de criminalidade não se faz, porque as hesitações resultantes das cabeças baralhadas dos que deviam ser responsáveis, hesitações que, nos vários sectores, trouxeram Portugal à situação deprimente em que se encontra, levam a considerar exercício da liberdade, estas formas nojentas de anonimamente injuriar, caluniar, etc. Parece que constituem uma derrogação às normas do Código Penal».

Em seu entender, «o mais caricato, é o facto de instituições que deviam velar e regular este sector, não se as vê intervir como deve ser. Hesitam quanto ao uso dos seus poderes legais, ou nem mesmo parecem conhecê-los ou querer desencadear. Para além da pobreza e das lacunas legislativas que gramam, os Portugueses são cada vez mais apertados com impostos, para manter instituições que dizem fiscalizar não se sabe bem o quê e como, e ainda para sustentar outras mais entidades, que dizem ser para fiscalizar as tais Instituições que já têm competências fiscalizadoras! Não é um país enlouquecido?!», rematou Alberto João Jardim. "

In Jornal Oficial do Governo Regional da Madeira e PSD-Madeira, Jornal da Madeira

Este artigo vem publicado no jornal oficial do Governo Regional e do PSD, Jornal da Madeira, na sua edição de hoje.
Pelos vistos a blogosfera está a incomodar o "único importante", a julgar pelo tipo de intervenção que o senhor Presidente fez.
Naturalmente que não estou de acordo com a calúnia barata nem com a ofensa desmedida que por aí anda, mas, o senhor Presidente do GR não é propriamente um bom exemplo de seriedade e honestidade, pois não?!?
O dito já é velho, "...cada um luta com a arma que tem e como pode..."!
Se a minha arma é o meu blog (que não é anónimo), então vou usá-lo!
Para defender a minha Liberdade!!!
Para a defesa do meu conceito de Democracia!!!
Para a defesa desta minha República!!!

3 de outubro de 2010

Sem tolerância de ponto

Por motivos profissionais tive de me deslocar ao Porto Santo. Naturalmente que muitas pessoas estariam à espera que fosse decretada tolerância de ponto no dia 4, véspera do Centenário da República, mas tal não aconteceu. A função pública é acusada de muitas regalias e benefícios, mas, para meu espanto, este fim de semana quase parece o mês de Agosto, mas sem governantes e funcionários públicos. Agora pergunto, se tantas pessoas que aqui estão e que sei trabalharem no privado, e fizeram ponte, porque raio tanto criticam os funcionários do estado? Será que essas pessoas não são merecedoras? É porque bons e maus profissionais existem em todo o lado!

1 de outubro de 2010

Oposição aprova criação de bolsa de manuais escolares

A oposição aprovou, esta manhã, no Parlamento, a criação de uma bolsa de manuais escolares para emprestar aos alunos do ensino obrigatório. O PS votou contra, mas não chegou para chumbar a proposta.

Veremos se isto chega à Madeira!...

Madeira demora o dobro a pagar aos fornecedores!!!

"Os fornecedores da Região Autónoma da Madeira têm de esperar 221 dias pelo pagamento.

A Madeira piorou os prazos médios de pagamento no segundo trimestre, com os fornecedores a esperarem 221 dias para receber o dinheiro, mais do dobro do que esperavam no mesmo período de 2009. De acordo com os dados divulgados ontem pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), no segundo trimestre de 2009, o prazo médio de pagamento era de 109 dias."

http://economico.sapo.pt/noticias/madeira-demora-o-dobro-a-pagar-aos-fornecedores_100487.html